sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Hortência-Capitulo 1

 
Tudo que pertencia a ela era de cor azul,uma coisa absurda,um jeito azulado,seu cabelo era tão loiro que chegava a ser tão branco,mas no meio de todas aquelas coisas azuladas,parecia ser azul,seu nome:Hortênsia.
 Fazíamos o 9º ano,mas desde o dia em que conheci,no 6º ano,não mudara nada,continuava a mesma Hortênsia azulada de sempre.Nunca nos falamos muito,mas desde aquele trabalho de Biologia em que a professora fez o grande favor de escolher as duplas,nos juntamos.Ela era sempre mais simpática que eu.Meu nome?Vinicius!Eu não era muito simpático com qualquer um,gostava de analisar bem as pessoas que me tiravam para conversar.
 Ela me deixava envergonhado,pois tinha pensamentos diferentes dos meus.Não sei se era isso que fazia sentir diferente e fora do contexto,mas isso me fazia bem,com os olhos abertos ao mundo conseguia ver quem eram os meus verdadeiros amigos,ou seja,quem gostava realmente de mim.Hortênsia gostava de mim do jeito que eu era,um garoto de 15 anos,que tinha poucos amigos e que não se interessava muito no amor.
 Nessa segunda-feira sentia que algo de estranho iria acontecer.Cheguei atrasado(no colégio),o meu lugar,na última carteira da última fileira da sala estava ocupada,mas eu não estava bravo,pois quem estava ocupando era Hortênsia.Quando ela notou minha presença,levantou o braço me chamando e apontando um lugar na carteira a sua frente.Achei tudo isso meio estranho,mas nunca tinham guardado um lugar para mim em toda aquela época que passei naquele colégio,então eu fui.Mas não esperava ficar sentindo o seu perfume adocicado e suave perto do meu pescoço por cinco horas e ouvir toda a sua história de vida.
 Hortência nasceu na Ucrânia,numa conheceu a mãe e o pai,morou com sua avó e seu avô.Vieram para o Brasil quando seu avô recebeu um  a proposta de emprego,professor universitário,contou que era fascinada por azul porque sua avó gostava de plantar rosas azuis.Quando começou a estudar aqui no Brasil seu português era horrível,contudo tinha aulas particulares de cultura brasileira com seu avô.Nunca teve muitos amigos pois tinha um jeito azul que fazia com que as pessoas se afastassem dela.Mas Hortência não importava muito com essa auto-biografia contada em cinco horas.Decidi ser seu amigo e isso fez com que a sua felicidade fosse imensa.
Caio Lemos.



 

E Assim Será.

E assim será,honrando com minha palavra.
E assim será,ser ousado sem ter que machucar alguém.
E assim será,não criar expectativa quando não tiver uma possível certeza,mas,não ter medo de fazer o que está no seu limite.
E assim será,acreditar em mim mesmo.
E assim será,viver minha vida ide pendentemente dos pensamentos das outras pessoas.
E assim será,não ser mais dependente daqueles que não preciso ser.
E assim será,viver a vida do meu jeito.
E assim será,ser mais pensativo e ouvir eu mesmo.
E assim será,ser uma "metamorfose ambulante".
E assim será,escolher melhor minhas amizades e esquecer aqueles que não me fazem bem.
E assim será,expor minhas opiniões sem medo de criticas.
E assim será,aprender a manter equilíbrio entre as pessoas que convivo.
E o que eu quiser fazer da minha vida,Assim Será.

                                                   Caio Lemos.

sábado, 3 de julho de 2010

O Caio.

O caio gosta de música.
O caio gostava de desenhar.
O caio ama música.
O caio ler,mas não ama ler,até goste de ler!
O caio sabia desenhar,hoje não sabe mais!
O caio gostava de cultura japonesa,agora só gosta de sushi!
-Mas quem é o caio?
-Eu não sei,mas sei que ele gosta de MPB.
O caio é irónico quando precisa ser.
-E você quem é?
O caio esta tendo uma sorte durante esse ano que apenas começou.
O caio torce para seus melhores amigos.
O caio chorou no aniversário de sua prima,quando ela estava completando 15 anos.
O Caio ama a Mallu Magalhães,e ninguém da sala de aula dele gosta.
O caio acha que a sala dele não é nada de mais.
O caio,ás vezes confirma que todos da escola e da sala de aula são apenas colegas de classe.
O Caio ama.
O Caio odeia.  

                                                                 Caio Lemos

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Segundo o Tempo.


  A vida me fez de trouxa,mas com isso eu aprendi muita coisa,e com isso valorizar o tempo se tornou crucial.O tempo nos leva a outros fatores ou etapas ou classificações,como a ansiedade de querer ver ou ter alguma coisa ou alguma pessoa,e as pernas tremulas,o mundo parece estar contra tudo que envolva a sua vida e os seus quereres e com isso vamos aprender a cair e quando se levantar ter,cuidado!De não deixar cair de você o que se aprendeu.
  O tempo nos leva a esquecer,que é um grande e divino inimigo da lembrança.Mas o esquecimento é genial a qualquer momento,e isso sim é um dom!
                               
                                                     Caio Lemos.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

A bóia amarela.


  Escrever é tirar um peso das costas,não só escrever mas:cantar,bordar,lutar,ler,mergulhar,etc.Soltar o que esta entalado na sua garganta é melhor do que escutar só o que você quer.Ao escrever você pode brincar de ser Deus,podemos moldar o personagem assim como nós queremos,podemos criar uma situação desejada e o tema relevante,como se fosse uma bóia que é guiada pelo vento ou por uma pessoa que já tem uma habilidade.
  Quando se escreve para alguém é um caso muito delicado e perigoso,pois a pessoa terá de fazer o papel de um eu lírico sem personalidade e sem ações próprias,-Mas por favor...não seja “puxa-saco”-.Pessoas normais escrevem para seus amantes em cartões pequenos,vermelhos e com frases curtas,já as pessoas “anormais” escrevem coisas de seus sentimentos em momentos de raiva,paixão,orgulho,-Mas eu não!-,-Caio admitir também faz parte do primeiro parágrafo-.
  O papel do autor é observar e manusear os pensamentos que estão prontos para ser colocados no papel,o papel do leitor é ler e entender o que o texto esta tratando ou fingir que entendeu o texto e a mente do autor,e o papel mais importante é do mundo que tem o dever de publicar novas bóias com um porta livros para que possamos continuar escrevendo sem nenhuma interrupção.
                                           Caio Lemos.  

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Baruk


    Eu vi ele nascer,mas nem sabia que no futuro ele seria meu.Fruto da primeira "cruzada" de dois primos sua vida foi difícil,de sete irmãos só dois sobreviveram e ele estava entre esses dois.Eu ajudei sua mãe que não sabia como cuidar de seus bebês,era o mais sapeca,diferente do seu irmão que era meio molenga e lesado.
        Quando os dois já eram mais crescidinhos foram separados,um foi para casa de uma prima de minha mãe e o sapeca foi para minha casa,-depois de uma batalha que travei para ele ficar em minha casa-,a sua beleza fez que minha mãe se acostumasse com sua presença.Depois da escolha do nome:Baruk,veio aos meus ouvidos toda aquela falação que eu teria de ter a partir dos próximos dias e também das responsabilidades que iriam crescer de acordo com o amadurecimento de Baruk.
   Quando Baruk começou a andar perfeitamente tínhamos o dever de ir no mercado,comprar um pacote com pães,eu o levava livre sem nada o prendendo,ele corria como se estivesse vendo na sua frente a coisa mais preciosa da sua vida.Chegávamos no mercado e o dono não dava a menor importância para o fato de Baruk esta cheirando tudo,enquanto eu pegava,pagava o pacote com pães lhe chamava para irmos embora.Baruk corria com aquela mesma carreira e ainda gritava alto,bem alto.Chegávamos em casa e ele me pedia logo uma jarra d’água,enquanto ele bebia água eu ia por a mesa do café para todos.Quando chegava às 9:00 horas da manhã eu entrava e me trancava no meu quarto para começar a estudar.
   Quando ia pra escola ficava sem notícias dele e de seu comportamento.Chegando em casa percebia que existia no ar alguma coisa diferente,abri a porta e vi aquela imagem de minha mãe com uma feição de uma pessoa com uma raiva incontrolável e em seus braços Baruk,gritou bem alto,- Vá deixá-lo na casa de seu tio!E diga a ele que você vai todos os dias passar um tempo co ele!-,Eu não sabia o que estava acontecendo ou eu fingia não saber o que estava acontecendo.No caminho Baruk nos meu braços fitava o meu rosto sem entender nada.Deixei-o no lugar desejado e expliquei tudo a meu tio,no dia seguinte minha mãe e meu tio saíram para resolver algumas coisas no centro da cidade.Algumas horas depois meu tio me liga e diz que não encontrou Baruk quando chegou e disse mais,-Caio é melhor perder as esperanças pois com as horas que passamos fora ele já deve ter ido para bem longe-.E o pior de tudo é que Baruk era o meu cachorro,um Cocker spaniel lindo e ainda me trazia toda a alegria do mundo quando eu estava diante de sua presença e acho que é melhor parar por aqui,pois não sei onde escrever tudo o que sinto sobre o cão,o amigo,o nome,a raça o BARUK.
                                                    
                                                     Caio Lemos