quarta-feira, 23 de junho de 2010

Baruk


    Eu vi ele nascer,mas nem sabia que no futuro ele seria meu.Fruto da primeira "cruzada" de dois primos sua vida foi difícil,de sete irmãos só dois sobreviveram e ele estava entre esses dois.Eu ajudei sua mãe que não sabia como cuidar de seus bebês,era o mais sapeca,diferente do seu irmão que era meio molenga e lesado.
        Quando os dois já eram mais crescidinhos foram separados,um foi para casa de uma prima de minha mãe e o sapeca foi para minha casa,-depois de uma batalha que travei para ele ficar em minha casa-,a sua beleza fez que minha mãe se acostumasse com sua presença.Depois da escolha do nome:Baruk,veio aos meus ouvidos toda aquela falação que eu teria de ter a partir dos próximos dias e também das responsabilidades que iriam crescer de acordo com o amadurecimento de Baruk.
   Quando Baruk começou a andar perfeitamente tínhamos o dever de ir no mercado,comprar um pacote com pães,eu o levava livre sem nada o prendendo,ele corria como se estivesse vendo na sua frente a coisa mais preciosa da sua vida.Chegávamos no mercado e o dono não dava a menor importância para o fato de Baruk esta cheirando tudo,enquanto eu pegava,pagava o pacote com pães lhe chamava para irmos embora.Baruk corria com aquela mesma carreira e ainda gritava alto,bem alto.Chegávamos em casa e ele me pedia logo uma jarra d’água,enquanto ele bebia água eu ia por a mesa do café para todos.Quando chegava às 9:00 horas da manhã eu entrava e me trancava no meu quarto para começar a estudar.
   Quando ia pra escola ficava sem notícias dele e de seu comportamento.Chegando em casa percebia que existia no ar alguma coisa diferente,abri a porta e vi aquela imagem de minha mãe com uma feição de uma pessoa com uma raiva incontrolável e em seus braços Baruk,gritou bem alto,- Vá deixá-lo na casa de seu tio!E diga a ele que você vai todos os dias passar um tempo co ele!-,Eu não sabia o que estava acontecendo ou eu fingia não saber o que estava acontecendo.No caminho Baruk nos meu braços fitava o meu rosto sem entender nada.Deixei-o no lugar desejado e expliquei tudo a meu tio,no dia seguinte minha mãe e meu tio saíram para resolver algumas coisas no centro da cidade.Algumas horas depois meu tio me liga e diz que não encontrou Baruk quando chegou e disse mais,-Caio é melhor perder as esperanças pois com as horas que passamos fora ele já deve ter ido para bem longe-.E o pior de tudo é que Baruk era o meu cachorro,um Cocker spaniel lindo e ainda me trazia toda a alegria do mundo quando eu estava diante de sua presença e acho que é melhor parar por aqui,pois não sei onde escrever tudo o que sinto sobre o cão,o amigo,o nome,a raça o BARUK.
                                                    
                                                     Caio Lemos             
      

Um comentário:

  1. A relação que temos com os nossos cães é muito pura!!!Eles querem de nós carinho, afeto, atenção e até mesmo o nosso mal humor, porque eles são fiéis e estão conosco em qualquer situação. A saudade que sinto do Baruk é enorme, afinal ele foi o único filhotinho da Mel que sobreviveu!Lamento demais a sua falta!E o texto está lindo, Caio!Adorei!!!!
    Talita

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